CO-PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

EM FORNOS DE PRODUÇÃO DE CLÍNQUER

 

   O co-processamento é o procedimento em que os resíduos industriais são destruídos através da queima, em altas temperaturas, em fornos de fabricação de clínquer (principal matéria-prima do cimento) devidamente licenciados para este fim.

 

Esta tecnologia vem sendo utilizada no Brasil desde o início da década de 90 e, devido às suas características, vem ganhando espaço como a forma mais adequada de destruir grande variedade de resíduos industriais.

 

   Nesta técnica o resíduo industrial é utilizado como combustível alternativo (gerador de energia) ou como substituto de matéria-prima na indústria cimenteira, sem qualquer alteração na qualidade final do produto (cimento) e sem geração de outros resíduos.

 

RESÍDUOS CO-PROCESSÁVEIS

Alguns dos tipos de resíduos industriais passíveis de co-processamento:

- Substâncias oleosas

- Catalisadores usados

- Resinas, colas, látex

- Pneus, borrachas e emborrachados

- Madeiras contaminadas

- Solventes e borras de tintas

- Lodo de ETE (Estação de Tratamento de Efluentes)

- Resíduos de áreas impactadas (areias e solos)

- Resíduos específicos (conforme caracterização)

 

RESÍDUOS NÃO CO-PROCESSÁVEIS

Alguns dos tipos de resíduos industriais que      NÃO são passíveis de co-processamento:

  - Pesticidas

  - Organo-clorados (PCBs)

  - Organo-fosfatados (inseticida)

  - Organo-fosforados (inseticida)

  - Radiotivos

  - Explosivos

  - Resíduos Hospitalares

  - PVC

  - Resíduos domésticos

 

VANTAGENS DO CO-PROCESSAMENTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

 

§ O forno de fabricação de cimento é a única unidade de combustão, com exceção dos incineradores industriais, que reúne todas as condições operacionais e tecnológicas necessárias à destruição de poluentes orgânicos.

 

§ A queima de resíduos não prejudica a capacidade do forno de cimento de atender aos padrões de emissão estabelecidos pelos órgãos de controle ambientais.

 

§ O co-processamento em fornos de clínquer não cria a necessidade de uma segunda disposição para os resíduos, não gerando cinzas, efluentes líquidos ou material particulado perigoso.

 

§ Nesta técnica, utiliza-se, para destruir os resíduos, um forno já existente, resultando em redução de custos operacionais para a destinação final.

 

§ Os resíduos são totalmente destruídos, com aproveitamento da energia térmica e das cinzas, não gerando passivo ambiental.

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